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Segunda-feira, 30 de Janeiro de 2017

Não quero ser a melhor amiga do meu filho!

Já lá vai o tempo em que a relação entre pais e filhos era pautada por um regime autoritário e pelo distanciamento na relação.

Actualmente, os pais vivem obcecados pelos direitos dos seus filhos e esquecem regularmente, quais são também os seus deveres e as suas responsabilidades.

As crianças depressa se transformam em adolescentes exigentes, prepotentes, arrogantes e todos se perguntam porquê. A resposta é muito simples. Toda a sua vida foram educados e formados dessa forma. Com direito a ter opinião e a prevalecer a sua opinião. Com direito a acusar sem ser julgado. Com direito a obter só porque se pode. Com direito a ganhar sem nunca aprender a perder.

Como tantas vezes refere Daniel Sampaio "têm uma cultura de direitos, daquilo que lhes é devido, mas falta-lhes a cultura da responsabilidade e do respeito..."

Essa é a sociedade que estamos a construir e, se não invertemos este processo rapidamente, assistiremos cada vez mais a pais violentados e agredidos.

Não quero ser a melhor amiga do meu filho. Quero ser a mãe do meu filho. Aquela que será para todo o sempre, responsável pela su20161027_172118.jpga educação e formação. Quero ser a mãe com quem ele poderá contar para o resto da sua vida, até para impor limites e dizer não.

Um pai ou uma mãe tem que ser o adulto responsável, o adulto que impõe as regras, que assume o papel de contrariar quando assim tem que ser. Tratar um filho de igual para igual vai originar que o mesmo aconteça no desvio de comportamento.

Um filho tratará um pai ou uma mãe de igual para igual nos bons momentos, nas partilhas mais intimas mas também na falta de respeito, na resposta com agressividade e até com violência, como faria com um amiguinho da escola. Simplesmente porque aprendeu que "somos todos iguais com direitos iguais".

Não somos todos iguais e não temos direitos iguais. Para que uma criança se transforme num adolescente com limites e regras, tem que ser educado com limites e regras. Limites e regras que só um adulto pode impor, com rigor e responsabilidade. Se tratarmos os nossos filhos como iguais, nunca existirá uma relação de respeito saudável e admiração parental, tão essencial para o bom desenvolvimento duma criança. 

Se por muitas gerações a criança não teve voz activa, parece que actualmente alguns pais são demasiado permissivos, com receio de impor limites, regras e valores sociais, com a ideia de que lhes farão mal ou que vão provocar um trauma psicológico na criança. 

As crianças precisam de afecto e também precisam de se divertir com os pais. No entanto, não me parece ajustado permitir que cada criança viva de acordo com as suas próprias regras, ignorando a necessidade de impor barreiras, dizer não e até de implementar castigos.

Há que ter coragem para intervir e contrariar a vontade dos filhos, impondo-se enquanto figuras de autoridade (que os amiguinhos não são) e que os poderão ajudar a transformar-se em adolescentes e adultos emocionalmente seguros e inteligentes. 

No meio da brincadeira e da cumplicidade tão necessária, do amor e do carinho que nunca são demais, tem que ficar bem claro quem é o pai e quem é o filho, quem educa quem.

Não, eu não quero ser a melhor amiga do meu filho.

 

publicado por Ana Paes às 10:13
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